quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Divulgar a arte é parte da nossa luta!


na 17a. Edição do

Rua Alberto Cardoso de Melo Netto, 115 - São Paulo - SP

Venha nos visitar de 17 à 22 de Agosto, no Clube A Hebraica – Salão Marc Chagall - Nosso stand é o 06.

De terça à sexta de 15:00 hs às 22:00 hs, sábado e domingo de 13:00 hs às 21:00 hs





Gonçalo Ivo - 97 x 195 cm - Oratório - 2010

As obras que apresentaremos já estão disponíveis no nosso site www.murilocastro.com.br



Belo Horizonte: Rua Antônio de Albuquerque, 377 / conj 02 - 30.112-010 - Minas Gerais - Brasil

Nova Lima: Rua Niágara, 384, Jardim Canadá 34.000-000 – Minas Gerais - Brasil

+55-31-3287.0110 – www.murilocastro.com.br

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Começa a temporada de salões - Universo da aquarela


Salão do Universo da Aquarela “A Arte de Compartilhar, jornada 2010”.

Marinês Takano

Banco Central do Brasil

Gerência Administrativa em São Paulo

Comunicação Social

Espaço Cultural Banco Central

Av. Paulista, 1.804

01310-922 – São Paulo – SP

(11) 3491-6916 / 3491-7847


segunda-feira, 14 de junho de 2010

II ENCONTRO BIENAL DE PSICANÁLISE E CULTURA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICANÁLISE DE RIBEIRÃO PRETO

“A SAGA DE CAMILLE CLAUDEL”
(1864/1943)
Decio Cassiani Altimari
Parte 2

Camille tinha 21 anos e Rodin tinha 45.
Ele estava amasiado, há tempos, com Rose Beuret, uma costureirinha que lhe dera um filho (que ele jamais reconhecera como seu). A pacata Rose era condescendente em relação aos “casos” do companheiro, sabendo que não tinha mulher que passasse no ateliê dele, fosse modelo, mundana, aristocrata, inglesa, americana ou polonesa, que ele não levasse ao leito. Que Rodin era um insaciável sátiro, Rose sabia. Inclusive sabia das tragédias de sua insaciabilidade, como a da aluna que se suicidou quando descartada. Rose sabia que Rodin não se ligava às mulheres. Tanto quanto Rodin sabia que não ligava para mulher alguma.
Até chegar Camille, que ela foi paixão.
Da paixão que foi o começo do escangalho da cabeça dela. Porque:
a) ela logo soube que jamais Rodin largaria de Rose para se casar com ela. Rose era quasi-quê ignorante, muito singela, bastante moderada, e um tanto feiosa; Rose era o acabado oposto de Camille, mulher sofisticada, culta, inteligente, agitada, e muito bonita. Mas Rodin preferia viver dos mornos ensopados que Rose lhe cozinhava, a viver do calor capitoso dos braços de Camille. A vida de monótona mesmice com Rose lhe era melhor que uma vida de surpresas constantes com Camille; que se lamentava por isso;
b) ela logo soube dos escritos dos críticos de Arte que escreviam que os trabalhos que expunha e assinava como seus, na verdade tinham sido feitos por Rodin e não por Camille; que se lamentava por isso;
c) ela logo soube (e se lamentava por isso) de que tudo o que ela fazia no ateliê de Rodin, como sua assistente, e com participação relevante nos feitos, (como na “Porta do Inferno” e nos “Burgueses de Calais”, onde as belas mãos e belos pés dos expressivos personagens eram da autoria dela), jamais tinha dele a menção da participação dela, Camille.
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Insisto nesse ponto, porque no período entre 1885 e 1898 foi o período áureo dele, quando produziu as mais apaixonadas e sensuais obras; depois que ela foi embora, Rodin deixou de criar; murchou de vez. Tanto que, já sem ela, em 1900, na Exposição Universal de Paris, apresentou nada de novo, mesmo sendo nomeado pelo Governo francês como “o maior artista vivo do mundo”.
Em 1898, no décimo terceiro ano de parceria artístico-amorótica, Camille engravidou. Rodin nem quis saber da gravidez (como não quisera saber de outras tantas anteriores dela). Camille fez outro abortamento, e foi embora.
Montou ateliê próprio no número 19 da Rue Bourbon, na Île de Saint Louis.
Trabalhava intensamente (feito “louca”), portas fechadas, trancadas, escondida. Apresentou trabalho importante no Salão Oficial (“L’âge Mûr” = “Maturidade”); o trabalho foi recusado. Desesperou-se, crendo na sua cabeça confundida que tal fora manobra de Rodin. E tudo o quê fizera e tudo o que passou a fazer a partir disso, destruía: argilas moldadas, gessos formatados, mármores esculpidos, tudo virava pó, às marretadas dela, no ateliê esvaziado de móveis e utensílios, onde ela dormia em catre, nem tendo onde lavar-se ou limpar-se. Ali entravam poucos, como o “marchand” Eugène Blot, que tinha carinho especial, respeitoso e honesto por ela. Com cuidado e persistência convenceu-a fazer exposição. Camille concordou. E fez. Mas resultou em horror. Não pelas obras expostas. “Ela” foi o horror; quando chegou, na inauguração, seu aspecto pessoal escandalizou e sua figura espantou: como raramente se lavava, cheirava mal; como não trocava a roupa, a que usava estava nos frangalhos. Desgrenhada. Embriagada. Um bicho, falando obscenidades. A “vernissage” foi um fracasso. Um horroroso fracasso.
Se não trabalhava, ela vivia do quê? De brisa?
Não, pois tinha apoio do pai (que mandava sempre um “dinheirinho”, escondido da esposa).
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E também um pouco de apoio do irmão, o Paul Claudel, já poeta falado, já diplomata disputado e já “bem de vida”. Paul era um religioso fanático, um moralista intransigente, e que dizia que amava a irmã [o patamar desse amor, ao menos na minha interpretação, estava mais para o incestuoso que para o fraternal], e odiava Rodin, cujo ódio advinha (reproduzindo o que dizia sempre);
“pelo que ele fez com minha irmã, que perdeu tudo com ele”.
O pai, velho e dominado pela esposa, era proibido de visitar a filha e morreu triste; foi enterrado no 03 de Março de 1913. Camille nem soube.
Depois do enterro o que fez a mãe? O seguinte, logo, no 07 de Março:
mandou um médico examinar a Camille; a moça trancou a porta. Por ordem judicial, policiais arrombaram, invadiram o ateliê, manietaram a Camille e o médico fez exame, à força. E escreveu laudo:
“O que subscreve este documento certifica que a Senhorita Camille Claudel padece de problemas intelectuais muito sérios, que a levam a adotar hábitos miseráveis; está completamente suja e jamais se lava; vendeu todos os móveis da casa em que mora, menos a cama; passa todo o tempo fechada em casa sem ar, pois mantém as portas e janelas hermeticamente cerradas.Desde alguns meses não sai durante o dia e só faz raras escapadas noturnas. Pessoalmente constatei que ao longo dos últimos 7 a 8 anos tem se sentido perseguida. Deve ser internada.
Dr. Michaux
De posse desse... “laudo” (que não explicita “doença mental”, nem “loucura”, e tão pouco que a internação deveria ser em “sanatório de alienados”, ou em “manicômio”), a mãe fez a polícia pegar a moça à força, e jogaram-na em um hospício.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

II ENCONTRO BIENAL DE PSICANÁLISE E CULTURA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICANÁLISE DE RIBEIRÃO PRETO

Esse assunto muito interessante foi tema de estudos e dircursos feitos nesse encontro, que ocorrerá novamente daqui a dois anos, então uma dica :
- Não percam, vou postar uma parte do trabalho para instigar vc a participar desse encontro, ok!
Primeira parte

“A SAGA DE CAMILLE CLAUDEL”
(1864/1943)
Decio Cassiani Altimari

Camille, filha do Senhor Louis-Prosper Claudel, pacato funcionário público no nordeste da França, homem bondoso e que acreditava nos filhos, incentivando-os nos seus desejos profissionais (Camille quis ser artista plástica – e foi; a irmã Louise quis ser pianista – e foi; o caçula Paul quis ser poeta – e foi, e todos o foram com as bênçãos do pai). A sua mulher era uma megera; se chamava Louise-Athénaise, e arrotava um passado nobre, escondendo sempre a história do irmão louco de pedra que se suicidara; era uma virago; casou e seu primeiro filho morreu com 16 dias de vida, não querendo mais voltar à maternidade; ao saber que lhe viria um próximo filho, detestou o concepto que crescia no seu ventre, e o detestou por toda vida depois que nasceu: esse era a Camille.
Quanto aos demais dois Louise-Athénaise amenizou o ódio e 'té mesmo lhes deu amor; o segundo nascido foi a filha Louise, que se fez pianista [a mãe dizia que ela era uma virtuose (não era)]; pelo terceiro desenvolveu uma tão exagerada como patética afeição: foi o Paul, que será poeta místico de fama e diplomata de carreira falada.
Já a menina Camille, essa teve sempre o ódio dela, que só foi ir aumentando com o passar do tempo (sei lá o porquê).
O casal Claudel era religioso. Muito religioso. A religião do pai era boa. Mas a religião da Senhora Claudel era má, sem compreensão, sem um pingo de bondade. A sua religião era o avesso da do Senhor Claudel (aliás, ela era o avesso de tudo o que era bom).
Daí o Senhor Claudel não se escandalizar quando Camille, aos 17 anos, lhe disse que queria ser escultora e que queria ir a Paris estudar. Aceitou. Lembro que mulher querer ser “artista” nessa época era meio absurdo e mesmo meio indecente; ser escultor então era uma absurda indecência. Porém Camille tanto queria que o pai esforçou-se e conseguiu matricular a menina (de 17 anos) na Academia Colarossi (a única da França que recebia mulheres aprendizes); foi aluna na classe de Boucher (escultor menor da época, mas diz-quê instrutor bom e eficiente). Aí, Boucher ganhou Prêmio de viagem à Itália, em 1883; antes de ir pediu para um amigo também escultor assumir seus pupilos (dentre eles uma mulher: a Camille, que já estava nos 19 anos).
O amigo era um escultor que o Boucher apontava ser genial: Auguste Rodin.
Boucher era dos únicos que o considerava genial; quasi-quê todo mundo considerava Rodin esquisitão, escultor que pouco satisfazia os que lhe encomendavam trabalhos, pois os resultados das encomendas eram freqüentemente esquisitos, raramente correspondendo às especificações dos contratantes, que pagavam caro e antecipadamente como Rodin exigia.
Relutou em receber mulher-aluna, mas cedeu quando a viu chegar: ela era jovem e linda. Logo, em 1885, vendo-a com capacidade tal que tinha nada a aprender dele nas classes, foi trabalhar no seu ateliê como assistente. Lá, rapidamente, foi guindada à condição de “principal ajudante”. E mais rapidamente ainda passou a ser modelo; a modelo tornou-se musa, a musa transformou-se em inspiradora, e a inspiradora acabou sendo amante. Tudo bem rapidamente.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

MARP - Museu de Arte de Ribeirão Preto

Coordenadoria de Artes Visuais
Secretaria Municipal da Cultura

Informativo 008 / 2010


GRUPO DE ESTUDOS MARP

Nos encontros semanais, sempre às terças-feiras, após apresentação de vídeo, leitura de textos ou análise de produções artísticas, se segue um debate priorizando temas cotidianos e assuntos pertinentes à arte contemporânea.



No MARP - Museu de Arte de Ribeirão Preto
Evento gratuito, aberto a interessados
Informações MARP (16) 3635 2421

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Retomando o assunto.

Clique na imagem para visualisá-la melhor

Nos dias atuais, temos medo de folhear o jornal, as noticias são em sua maioria sobre violência e catástrofes, é certo que sempre houve uma tendência a se usar o sensacionalismo para vender jornais mas na verdade isso tem extrapolado, chego a pensar que nem eles agüentam mais, por isso sempre que posso apoio entidades públicas ou privadas, pessoas e ONGs que estejam semeando um novo amanhã, sobre tudo se essas usarem a arte para formação do intelecto. Que bom se esse tipo de iniciativa existisse em todas as cidades, ta aí lançada a ideia!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Quando a pintura se torna uma cura

    
Com o tempo, vamos percebendo mais, as coisas e uma das coisas que percebi é que a pintura pode ser usada como um tratamento para a alma, pessoas com problemas de insônia, depressão, angustia pela perda de entes queridos, baixa estima e uma  infinidades de outros problemas comuns nos nossos dias, quando começam a aprender a pintar nos relatam que durante a aula seus problemas são drenados e que com o tempo esse sentimento se expande para além da aula e que quando as crises se apresentam basta pegar a tela os pincéis e equilíbrio emocional é prontamente recuperado.
     Posso dizer que sou testemunha desse efeito que a pintura causa , por ocasião da morte de minha filha; ela foi leal companheira se não fosse por ela não sei se teria me recuperado, sim , posso recomendar a pintura para esse fim, mas não deixo de vê-la também como uma forma de alimentar a alma, a arte é um alimento para a alma tão essencial quanto o alimento o é para a saúde do corpo físico, quem negligencia essa alimentação se torna menos sensível.
    A sensibilidade nos torna mais humanos, nos faz entender o outro e a necessidade que temos de estar em paz com os nossos, e em sintonia com a mãe terra.
    Faça um teste por um período, entre em contato com um artista em seu atelier e se inscreva para aulas de pintura, muitos profissionais da saúde perderão seus clientes se aceitarem meu desafio, existe uma sensação indescritível em espalhar o óleo sobre a tela e ver as coisas aparecendo como num passo de mágica e você perceber que o que pensou nunca ser capaz se materializando na ponta de seu pincel, nesse momento se sentirá unido a todos que já se aventuraram por esses caminhos, como uma comunhão secreta que só se pode sentir, então saberá que não precisa mais de seu (sua) mestre, você estará pronto(a).
    Se estiver em Franca-SP é só me procurar no ateliê do Decos, mas se não estiver mande me emails pois tenho amigos no Brasil inteiro e terei um imenso prazer em indicar um de meus amigos que se encontrar mais perto de você, vamos dê essa chance a si mesmo(a).
    Mas se assim mesmo não quiser aprender a arte, adquira um quadro ponha em seu quarto, em sua sala, deixa que essa energia possa permear sua existência e alimentar sua alma. até o próximo post!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Informe: Debates Culturais

CONVITE SÉRIE DEBATES CULTURAIS
POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A CULTURA NO BRASIL
A Série de Debates Culturais – “Políticas Públicas Para a Cultura no Brasil” é fruto de uma parceria entre o Fórum Permanente Regional de Cultura do Estado de Goiás, Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, Universidade Anhanguera, SEBRAE/GO, Pontão de Cultura República do Cerrado/UFG e Câmara dos Vereadores de Goiânia, e realizar-se-á entre os dias 07 á 12 de Dezembro do decorrente ano na Assembléia Legislativa do Estado de Goiás - Palácio Alfredo Nasser - Alameda dos Buritis, 231 - Setor Oeste
PROGRAMAÇÃO
SEMANA DEBATES CULTURAIS SÉRIE DE AUDÍENCIAS PÚBLICAS
“Políticas Públicas Para a Cultura no Brasil”
De 07 a 12 de dezembro de 2009
Local: Câmara Municipal dos Vereadores de Goiânia Av. Goiás, 2001 Setor Central - Goiânia
Segunda-feira - 07 de dezembro a partir das 9h
Credenciamento e Distribuição de material
Dia 07 – segunda-feira10h:
Coletiva de Imprensa
14h:30min:
Abertura – Programa Mais Cultura
“O PAC da Cultura Brasileira”
Conferência de Abertura: Silvana Meireles
Secretária de Articulação Institucional - SAI
Coordenadora Geral do Programa Mais Cultura
Ministério da Cultura
Dia 08 – Terça-feira10h:
Coletiva de Imprensa
14h:30min
Plano Nacional de Cultura
“O PNC como norte das Políticas Culturais no Brasil e a Importância do Estado e dos Municípios construírem coletivamente seus planos”
Conferencista Convidado: Mauricio Dantas
Coordenador Geral de Acompanhamento da Política Cultural Secretaria de Políticas Culturais – SPC
Ministério da Cultura
Dia 09 – Quarta-feira10h:
Coletiva de Imprensa
14h:30min:
Política e a Lei dos Direitos Autorais
“Atual Situação da Política e a Lei dos Direitos Autorais no Brasil”

Conferencista Convidado: Marcos Alves de Souza
Diretor de Direitos Intelectuais
Diretoria de Direitos Intelectuais
Secretaria de Políticas Culturais – SPC
Ministério da Cultura
Dia 10 – Quinta-feira10h:
Coletiva de Imprensa
14h:30min
Políticas Culturais para as Comunidades Afro-brasileiras
“O acesso das Comunidades Afro – brasileiras ás políticas culturais”
Conferencista Convidado: Zulu Araújo
Presidente da Fundação Palmares
Ministério da Cultura
Dia 11 – Sexta-feira10h:
Coletiva de Imprensa
14h: 30min:
Convenção da UNESCO para a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais
“Políticas Para a diversidade Brasileira”

Conferencista Convidado: Marcelo Simon Manzatti
Coordenação-Geral de Fomento a Identidade e Diversidade Étnica
Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural – SID
Ministério da Cultura
Dia 12 – Sábado10h:
Coletiva de Imprensa
14h:30min:
“O Vale Cultura como novo modelo de Incentivo a cultura no Brasil”
Conferencista Convidado: Oswaldo Gomes dos Reis Junior
Chefe de gabinete do Ministro da Cultura
Ministério da Cultura
Inscrições Gratuitas
Vagas Limitadas
Inscrições: Ficha em anexo ou pelo blog:
http://seriedebatesculturais.blogspot.com
E-mail:
seriedebatesculturais@gmail.com
Telefone de contato:
(62) 8134 – 4715 falar com Luiz Sergio ou
(62) 3221 - 3104 - Falar com Pedro Santos

--
Atenciosamente
Luiz Sergio de Castro Lopes
Facilitador da II Conferência Nacional de Cultura - Estado de Goiás
Cel. definitivo: 62 – 9907 - 4769

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Oportunidade de projeção internacional

Prezado (a) artista e amigo (a) da arte,

Estão abertas as inscrições para o próximo evento internacional organizado pela Eric Art. Será realizado em New York – USA em comemoração aos 32 anos do Evento – New York e 34 anos da Eric Art. Teremos premiações em dinheiro. Seguem as informações abaixo. VAGAS LIMITADAS!
Daremos a assessoria e orientação individualizada ao artista para indicar o estilo e tema das obras mais adequadas para participação do evento.
ATUALMENTE, É O MAIOR EVENTO DE ARTE DO MUNDO, COM CIRCULAÇÃO DE COMPRADORES DE MAIS DE 60 PAÍSES.

FAVOR DIVULGAR!



NEW YORK – ESTADOS UNIDOS – 2010
MOSTRA DE ARTE MUNDIAL– 32 ANOS

CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO
A Eric Art, após realizar diversas mostras internacionais de arte brasileira nas maiores cidades de diversos países, inclusive em New York – Estados Unidos – e devido ao grande sucesso anterior neste evento, recebemos o convite da comissão organizadora do mesmo para representarmos o Brasil e a arte brasileira em 2010, onde teremos a grande oportunidade de expor e vender as obras. Convidamos você, artista e artesão, a representar o Brasil com a participação de suas obras. Participe do maior evento de arte do mundo, com a participação de galerias de mais de 60 países e circulação de mais de 100.000 visitantes do mercado mundial da arte, como: marchands, proprietários de galerias, colecionadores, leiloeiros, curadores, críticos de arte, representantes comerciais, arquitetos, designers e compradores em geral. Não perca esta chance única de participar com as principais galerias de arte e artistas plásticos do mundo. Este evento é a porta de entrada para o mercado Norte Americano e mundial das artes plásticas e a oportunidade única de expor com os melhores artistas plásticos do Brasil e do mundo. FAÇA COMO O ARTISTA “ROMERO BRITO” E OUTROS FAMOSOS QUE INICIARAM SUA CARREIRA INTERNACIONAL NA MOSTRA DE ARTE MUNDIAL - NEW YORK / USA.
A participação inclui:
- Divulgação das obras para as galerias de arte e compradores em geral – a partir da inscrição.
- Exposição das obras no evento em Março de 2010.
- Cobertura das despesas de transporte de ida e volta das obras, taxas alfandegárias, documentação legal, exportação, importação, embalagem, espaço para exposição, convites, catálogo, premiação, diplomas, logística, montagem, desmontagem, divulgação para imprensa em geral, contato com galerias, câmaras de comercio, compradores, designers, decoradores e assessoria em geral para venda e divulgação das obras.
Das obras / número de obras por artista:
Quadros – de 1 a 3 obras - (telas, Aquarelas, Desenhos, etc.) - até 70cm
OU
Esculturas, Artesanato ou Jóias – 1 a 3 obras de até 35 cm de altura, comprimento e largura, incluindo a base.
Data e tema das obras - livre. - Modalidades: Pintura, Gravura, Desenho, Escultura, Fotografia e Artesanato; Acadêmico ou Moderno.
- As obras poderão estar à venda ou como acervos do artista. Preços das obras fixados pelo artista.
Prêmios: - Em dinheiro (US$) e Honoríficos (medalhas e Troféu NY).
Condições Gerais:
- Poderão participar artistas e artesãos profissionais e amadores, residentes em qualquer localidade.
- Não será cobrada taxa de inscrição, somente os custos operacionais para a realização do evento.
- O artista ou artesão receberá todo material referente à participação do evento, como: reportagens, fotos, diploma de participação, catálogo, pagamento à vista no caso de venda das obras, etc.

Inscrições até 25/02/2010.

Convite aos amigos da arte.


Recebo diariamente um informe da Pinacoteca municipal de Franca com a divulgação de exposições e oportunidades para os artistas, sempre que possivel abrirei espaço no meu blog para prestigiar meus amigos á pedido do meu mui amigo Rengaw , artista e diretor da pinacoteca. Clica na imagem para vê-la.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Léger - Continuação



Sim ela teve influencia de Léger, mas influencia é comum entre artistas que seguem um mesmo tema, ou proposta, sobre tudo se eles já trabalharam juntos ou se um deles foi mestre (na caso da Tarsila) ou ídolo do outro.
Agora eu pergunto quem consegue fazer um trabalho se sofrer nenhuma influencia, isso é impossível, pode-se dizer que mesmo pintores Naif seguem a influencia de pinturas rupestres não se preocupando com a técnica acadêmica, e se eu fosse enumerar certamente não haveria espaço para todos os gêneros existentes.
Penso que a influencia é antes de mais nada um legado que deve ser valorizado como um bem, um patrimônio, seria difícil que sendo aluna de
Léger, não trouxesse consigo nenhuma influencia de seu maravilhoso trabalho.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Léger e sua influencia no modernismo.


É muito comum em conversas entre amigos artistas vir à baila um assunto melindroso e controverso, a originalidade, esse é sem dúvida um assunto que rende horas de discussão entre amigos e que por ser muito polêmico corro o risco de me desgastar, contudo acho que essa é também nossa obrigação, respeitando a opinião de amigos situar-nos num lado determinado de uma questão, ou em outras palavras, expor-se.

Sou defensor e profundo admirador das mulheres, entre meus amigos sou conhecido como “Tarsilão” recebo essa alcunha pelo fato de defender com uma certa avidez, nossa musa das artes Tarsila do Amaral. Já ouvi de alguns amigos, em off, dizer que ela não passou de uma pintora de panos de prato que teve a felicidade de sair com as pessoas certas e estar no lugar certo, mesmo depois de consagrada ainda tem pessoas do ramo que não respeitam o trabalho dessa encantadora mulher e ícone da força e da coragem feminina, outros dizem que seu trabalho não passou de uma cópia do trabalho de um de seus mestres Fernad Léger. (continua)...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Cerâmica Nacional - A mais antiga das américas




Pasmem!
Peças Marajoaras datadas de 400 a 1350 d.c.
As mais antigas civilizações ceramistas das Américas estão no Brasil.

Em Tapeirinha, em Pedra Pintada foi encontrada peças de cerâmica de 5.600 a.c., é anterior a qualquer outra tanto nas americas quanto na europa incluindo a Grécia.
Só o Japão com a cultura Jomon 10 a 12 mil anos a.c. e no norte de Africa a cerâmica e anterior à brasileira.

Acabo de saber que nossa cultura antecede a todas as outras culturas que viveram nas Américas, e por pior que possa parecer tenho que concordar com o que foi dito na matéria citada á baixo, o mundo acadêmico nacional dá pouquíssimo valor a essa arte milenar. A cerâmica é capaz de datar a mudança do homem em relação ao mundo em que vive, tanto quanto qualquer outro trabalho de transformação do meio.

Primitivas culturas, com plasticidade do barro e as formas de criações de utensílios, demonstram a capacidade de criação artística de um povo, ao expressar-se pela arte ceramista. Infelizmente o brasileiro de maneira geral pouco sabe sobre a historia da cerâmica primitiva e pouco é feito pelas autoridades acadêmicas para mudar essa triste realidade.
publicado no caderno 2 do do jornal O Estado de São Paulo, 28/06/09 D8, Materia assinada por Rogério César de Cerqueira Leite, exelente matéria.

sábado, 27 de junho de 2009

Postado no Blog do meu amigo



Linah Biasi

A cada dia vemos o aumento do interesse pela arte contemporânea, concomitante à desvalorização dos conceitos clássicos da criação artística.
Devemos lembrar que o processo de formação do artista compreende o estudo das formas, dos volumes, da perspectiva, da luz e da sombra, das superfícies diversas.
Após ter passado um período na Europa, tendo tido contato com as obras dos grandes pintores, passei a refletir qual seria o motivo dessa grandeza. Concluí que não se tratava apenas de genialidade ou originalidade, mas um absoluto domínio da técnica.
Picasso, por exemplo, foi antes de revolucionário, um clássico, e nisto está a grandiosidade da sua transgressão. Não foi cubista por inépcia , mas por opção, e seus conhecimentos de perspectiva trouxeram profundidade aos quadros da nova fase.
Assim, mesmo os modernos demonstram grande domínio das técnicas de pintura.
Tendo feito em minha vida profissional, desde o mais abstrato à reinterpretação de vários clássicos, voltei ao Brasil determinada a mudar a direção do meu trabalho. Nestas circunstâncias, voltei-me ao Realismo como fonte de inspiração. Escolhi o OVO pelo seu aspecto filosófico, como símbolo de renas-cimento. A partir dele, estaria preparando a eclosão de uma nova artista.
Ao trazer a arte para o cotidiano, preocupou-me também os aspectos sociais.
O jovem artista desejoso por trilhar os caminhos da pintura, não necessita de materiais muito dispendiosos nem de uma temática desconhecida. Pode simples-mente iniciar sua pintura a partir dos elementos cotidianos. Este seria o diferencial, mostrar a arte acessível a todos, revelando beleza nas mínimas coisas.
Todos já vimos e já comemos um ovo, mas poucos percebem sua potencialidade artística. Do mesmo modo, cada um terá uma visão diferente das obras. Depen-dendo das suas vivências prévias.
Não quero mostrar minha visão das coisas do mundo, mastigadas, dilaceradas, deglutidas, como num abstrato. Quero mostrar o meu mundo e deixar a abstração a cargo de cada um, de acordo com seu background.
Vale fazer uma visita no blog RevistaGriffe de onde tirei essa matéria, uma visão diferente sobre arte e cultura.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

É impossivel não postar isso!

Gente! Olha o que essa bela criatura comentou sobre o que escreví recentemente nesse blog, e ela vai querer me matar porque estou postando isso sem a autorização dela, mas eu pergunto:
Como não postar algo tão profundamente esmiuçado?
Um beijo no coração, Vitoria, da proxima vez poste seu comentário no blog, por favor!!!

"Achei interessante sua reflexão quanto ao conceito de arte x decoração. Não discordo porém, se me permite, o complementaria, e baseando-me inclusive em colocações suas, como o "orgulho paterno" e o desejo de reconhecimento do artista. O desejo de expressar, comunicar algo, acho que cria um incomodo irresistível que compele o artista. O ciclo se fecha na recepção da mensagem pelo outro, qualquer que seja a interpretação que o receptor esteja apto a dar. Não entendo arte sendo somente entre o criador e a criatura, daí a necessidade de publicidade, o que é diferente de aprovação. Isso não quer dizer que trabalhos que se dediquem ao mero "enfeitar a coisa" não possam tomar proporções além das intencionadas pelo artesão/artista, para sua própria surpresa. Sinto assim, se passo pela experiência sem que nada tenha me chamado a atenção não senti arte, por mais renomado que seja o artista! Ai vira uma discussão conceitual para os doutos.
Telas no lixo são cartas de amor rasgadas sem serem lidas, que bom vc as recuperar, são vida!
O reconhecimento póstumo de artistas com a valorização de suas obras, passa pela pacificação proposta por uma sociedade reacionária e hipócrita, e desemboca na especulação do capital."


É preciso estar aprendendo, sempre...



Há algum tempo eu estive um pouco parado, sem vontade de produzir, com uma certa depressão artística, comum a maioria de nossa classe.
Os motivos foram vários , mas posso citar um em especial.
Me parecia que tudo já fora criado experimentado e nada mais de novo poderia ser feito e por isso meu esforço em criar perdera o sentido, nessas horas temos amigos e conversei com vários, alguns até com o mesmo problema que eu a mesma dor, mas sempre tem aqueles que relutam em se entregar.
Seguindo conselho dos mais velhos fui pro corredor, encarar meu medo me encontrar...
...e então deparei com essas maravilhosas obras enviada por uma amiga, um tema antigo, uma nova visão; renasci.
Como podem ver a genialidade no refazer o que ja foi exaustivamente feito de maneira a parecer algo completamente novo é que dá ao artista o gosto pelo trabalho, a razão de sua continuidade, sua existência quase ociosa justificada.
Manuel Vilariño, assina essas maravilhosas e estupendas obras aqui expostas (Natureza morta). Um obrigado a você, meu amigo desconhecido seu trabalho estará norteando minhas obras me ensinando que o novo está dentro de mim e não nos meus medos, a inercia causada pelos mesmos foi exorcizada por você, quando crescer serei igual a você!

terça-feira, 9 de junho de 2009

"O REALISMO" - MASP

Pra todo amante da arte e que disponha de tempo e de dinheiro o MASP está com a mostra Arte na França 1860-1960.
“O REALISMO” uma amiga esteve lá e me trouxe noticias de que está muito bela a mostra. Vale à pena a visita! Obrigado, De! Vê se aparece pra comer aquele peixe com alcaparra ok!

Visões de Artistas sobre a arte.

Dando continuação ao ultimo post desse blog, achei que seria interessante mostrar a opinião de consagrados artistas sobre a arte de seus contemporâneos.

“O senhor Delacroix faz anjos. Não sei o que é um anjo, você sabe? Nunca vi um.”
Gustave Courbet , 1855
“O cubismo é de fato uma bobagem que me revolta cada vez mais”
André Drein, 1917
Poderia acrescentar inúmeras citações para demonstrar quão contraditória pode ser a visão de pessoas que respeitamos como artistas e nem por isso a arte como expressão deixará de existir, única em cada um de nós, incompreendida muitas vezes desprezada por quem amamos e desconsiderada pelo que somos erroneamente julgados, às vezes, mas ao ver os inúmeros esforços de expressão artística de tantos amigos que admiro e ao comparar com tantos outros do passado e da atualidade que conheci apenas por catálogos, exposições e amostras, posso dizer que o artista sempre estará buscando reconhecimento.
Mas se é difícil o reconhecimento por parte de nossos amigos artistas, tanto maior será o de nossos parentes diretos, salvo raras exceções, conheço caso recente de um familiar de um grande artista se desfazer de obras caríssimas entregues por um valor simbólico por não conhecer o valor do trabalho em questão, eu mesmo tenho três telas do Zacarias, resgatadas do lixo, pintor que correu o mundo passando por diversos países e que veio terminar seus dias em Franca, telas que estão sendo restauradas por mim e já tem compradores a um preço razoável para o mercado

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Diferença entre telas artisticas e decorativas



Essa é polêmica. Com a queda do simbolismo e ascensão do abstrato na década de sessenta, ocorreu um fenômeno entre os artistas, de um lado os simbolistas, então reis absolutos, alegam que o que os outros fazem não é arte, de outro lado os abstracionistas alegavam que ficando preso no passado não há criação e só cópias sem valor; isso se arrasta até os nossos dias com o agravante que muitas vertentes surgiram desde então nos deixando uma questão a responder:
O que é arte e o que é decoração?
Em minha medíocre opinião, concordo com a definição de um grande amigo e pintor, que Deus o tenha, ele dizia: “A arte, menino, é o fruto do trabalho de um artista, pois ao ir a padaria você não diz que duvida que aquele pãozinho seja um pãozinho, pois ele é fruto do trabalho de um padeiro, da mesma forma se foi um artista que fez então é arte, você tem o direito de não gostar dela mas não tem o direito de dizer que não e arte."
Se o trabalho é feito por um artista com formação acadêmica ou não, isso é irrelevante, desde que seja obra nascida de um pensamento, brotada do desejo de fazer e forjada no âmago do espírito de tal forma, que ao terminar a obra o artista sinta um imenso prazer como num êxtase, e se torne impossível para ele deixar de assinar seu trabalho, como se dá nome a um filho.
No entanto se o trabalho é fruto de uma aula de artes ou de um programa de televisão do tipo olhe e aprenda, mesmo que se torne algo belo e digno de ser admirado esse trabalho é decorativo, é claro que tem seu valor mas deve ser visto como decoração e não pode de forma alguma ser vendido como arte pois isso seria uma propaganda enganosa.
Nas fotos: Eu com minha amiga Edna Síkora recebendo dela um quadro que sempre levarei comigo, Obrigado Edna! Esse foi o auge de todo o meu versissage, e um obrigado também a Pinacoteca de Franca na pessôa do diretor, Wagner Voss.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O mercado e a Arte

O mais difícil para um artista plástico eu diria, é achar um mercado pra suas obras, principalmente se ele mora fora dos grandes centros, além de artista sou também Marchand de artistas como, Edna Síkora (Arte Naif ,com trabalhos espalhados pelo mundo)
Linah Biasi (hiper-realista reconhecida internacionalmente, veja no rodapé da pagina)entre outros, e a reclamação é a mesma, parece que o estigma de o artista só ser valorizado post mortem tem se aplicado a maioria.
A arte é o alimento para o espírito, temo que a maioria dos brasileiros perderá a oportunidade de ter telas que no futuro custarão uma pequena fortuna, por não saber aproveitar a oportunidade de adquiri-las enquanto podem ser compradas.